sábado, 30 de outubro de 2010

Eu não posso admitir que te amo, nem que isso tudo me dói. Todos ao meu redor te conhecem, não adiantaria de nada eu falar do quanto dói, quando eu sei que você vai descobrir e não está nem ai para isso. Ou talvez esteja, mas não vou arriscar minha suposta paz por algo que eu não sei se é real.
Não consigo falar para os meus amigos o quanto que me dói quando eles falam. Nem me abrir, pois todos te conhecem e poderiam te falar. Eu não admito, nem para mim mesma, que estou aos pedaços, pois eu não aguentaria.
Os meus amigos tiram uma com a minha cara, mas não fazem ideia da quantidade de dor que isso me aflige.
Eu te amo, mas isso não quer dizer que eu não possa deixar de amar. I need you now! Mas vou ser uma garota grande e aguentar ate o final.

D.S.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

4 letters

Eu não me permito escrever sobre o que é o amor, mas hoje fiz uma exceção e decidi botar no papel aquilo que acho do amor. Tornaria-me uma sentimentalóide depressiva se o fizesse sempre. Não é que eu não acredito, é só que eu estou realmente cansada.
Sim, cansada do amor. Sentimento que, quando recíproco, é ótimo e lindo, mas quando não é, o sentimento vira uma poça d'água. Todos pisam em cima, ou desviam, quase nem reparam na grande poça que se transforma o coração.
Muitos banalizam o amor, até hoje não sei como conseguem. Fazer de conta que gosta de alguém não é legal, principalmente quando, depois de afirmar com todas as células do corpo que ama a tal pessoa, leva um fora e na semana seguinte já ama outra pessoa. Isso realmente me impressiona.
Eu não sei viver assim, nem se a minha vida dependesse disso, em alguns casos depende. Amor da familia e dos amigos, o resto é definitivo:
- Eu desisto do amor.

D.S.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Eu, chorando

com essa cara toda amassada, Com esse olho em carne viva, retalhada E esse nariz que não pára de escorrer. Eu, chorando tão previsível quanto areia no deserto, mais patético sem ninguém por perto, tão imenso que não dá mais pra conter. Então sai, deixa correr toda a água contida. Então sai, deixa correr, toda mágoa velada é água parada e uma hora transborda. Você pode não entender se às vezes fico pelos cantos, um tanto quieta, recolhida, mergulhada no meu pranto é que ele me liberta na hora, no momento em que eu boto pra fora. O que já não me serve vai embora e assim, eu fico leve.
(Pitty - Água Contida)